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A urianálise reúne diferentes análises da urina e pode fornecer informações relevantes sobre alterações metabólicas, renais, hepáticas e do trato urinário. Entre os parâmetros avaliados pelas tiras reagentes estão pH, densidade específica, proteínas, glicose, cetonas, sangue, leucócitos, nitrito, bilirrubina e urobilinogênio. A interpretação desses resultados depende não apenas da reação química da tira, mas também da forma como cada área reagente é lida e do cumprimento dos tempos definidos para cada parâmetro.
A análise pode ser realizada por meio de tiras teste com leitura visual ou com o auxílio de analisadores que realizam a leitura instrumental. As duas possibilidades podem atender a diferentes perfis de rotina do laboratório, e a escolha depende de fatores como volume de amostras, fluxo de trabalho e estrutura disponível, incluindo a disponibilidade de mão de obra qualificada.
É nesse contexto que a leitura automatizada pode ser incorporada à rotina: não como substituição de todo o processo, mas como uma forma de automatizar uma etapa crítica da análise, a leitura da tira.
Na leitura visual, o profissional realiza a etapa de análise da tira reagente após o contato com a amostra. É necessário respeitar os tempos indicados para cada parâmetro e comparar as alterações de cor observadas na tira com a escala fornecida pelo fabricante. Essa etapa exige atenção, pois a leitura de cada parâmetro depende da percepção visual e da comparação com uma referência. Fatores como o tempo de reação, a iluminação do ambiente e a própria interpretação das alterações de cor podem interferir nessa avaliação.
É justamente nessa etapa operacional que a automação pode trazer um ganho importante para a rotina. Ao realizar a leitura da tira por meio de um analisador, a avaliação das áreas reagentes deixa de depender exclusivamente da comparação visual feita pelo profissional e passa a ser realizada de forma instrumental pelo equipamento. Com isso, há maior padronização da leitura e redução da interferência de fatores relacionados à interpretação visual, contribuindo para resultados mais confiáveis na etapa que dará origem ao laudo.
Além do impacto na padronização da leitura, a automação também modifica o tempo dedicado a essa etapa. À medida que a leitura passa a ser realizada pelo equipamento, é possível processar mais exames em menos tempo, o que pode contribuir diretamente para a produtividade e reduzir o tempo de trabalho dedicado às etapas manuais de leitura. Esse ganho se torna ainda mais relevante quando considerado o custo de incorporação dos analisadores à rotina, permitindo automatizar uma etapa operacional importante sem exigir uma estrutura complexa e grande investimento.
A principal mudança está na forma como a tira é analisada.
Na leitura visual, o profissional observa a alteração de cor de cada parâmetro e realiza a comparação de forma visual com a escala de referência. Na leitura automatizada, o analisador realiza essa leitura de forma instrumental e apresenta os resultados de acordo com o sistema do equipamento, permitindo a obtenção de resultados qualitativos e semiquantitativos, já indicando ao operador os resultados alterados que forem encontrados.
Essa diferença é importante principalmente porque a leitura deixa de ser manual, com todos os riscos envolvidos e passa a ser realiza por um equipamento especialmente em rotinas com maior volume de exames.
Além da leitura, os analisadores reúnem recursos que auxiliam muito na rotina no fluxo de trabalho, como identificação das amostras por código de barras, armazenamento de resultados, impressão, possibilidade de interfaceamento e diferentes formas de processamento, permitindo ao operador trabalhar em modo contínuo ou passo único.
Ou seja, automatizar a leitura não significa retirar o profissional do processo. Significa transferir uma etapa crítica da operação para o equipamento, mantendo sob responsabilidade do profissional a preparação da amostra, a inserção da tira no equipamento e o acompanhamento do processo.
Não existe uma única forma de realizar a análise de urina. A leitura visual da tira continua sendo uma alternativa importante para diferentes perfis de laboratório e faz parte da Linha Uroanálise Ebram.
A URISTRIP 10 Visual é a tira da Ebram indicada para leitura visual, permite a leitura qualitativa e semiquantitativa de 10 parâmetros urinários por meio da comparação das alterações de cor. É uma opção para rotinas em que a leitura visual atende ao fluxo de exames.
Quando o volume de amostra aumenta ou quando o laboratório busca mais segurança para as análises reduzir a quantidade de etapas de conferência visual, a leitura automatizada pode passa a fazer sentido.
Nesse cenário, o analisador assume a leitura instrumental da tira, enquanto o profissional continua responsável pelas demais etapas do processo.
Quando a leitura automatizada passa a fazer sentido para a rotina, a escolha do analisador também deve considerar o volume de exames e a forma como o laboratório trabalha. Por isso, a Linha Uroanálise Ebram conta com dois modelos, o EB URIPLUS 120 e o EB URIPLUS 500, que apresentam diferentes capacidades e formas de processamento. A seguir, conheça as características de cada equipamento.
O EB URIPLUS 120 realiza a leitura automatizada de até 11 parâmetros urinários e pode operar em diferentes modos, incluindo etapa única e processamento contínuo.
O EB URIPLUS 120 realiza a leitura instrumental e orienta as etapas do processo, indicando inclusive o momento de mergulhar a tira na urina e o momento de inseri-la no equipamento. Dessa forma, o analisador auxilia desde a etapas de preparação da tira, tempo de reação e realização da leitura da tira.
O equipamento conta ainda com leitor de código de barras, possibilidade de interfaceamento, impressora térmica integrada e memória para até 10.000 resultados.
Com capacidade de até 120 testes por hora, pode ser utilizado em rotinas que buscam incorporar a leitura automatizada sem a necessidade de um processamento contínuo de grande volume.
Quando o volume da rotina de urinálises é maior, o fluxo de processamento passa a ser um fator importante.
O EB URIPLUS 500 realiza até 500 testes por hora e trabalha com carregamento contínuo das tiras. O equipamento possui sensor para detecção automática da tira. Isso significa que o operador não precisa esperar a leitura de uma tira para inserir a próxima. As tiras podem ser inseridas sequencialmente após o contato com a amostra, enquanto o analisador controla o tempo de reação e realiza as leituras na sequência. O equipamento também possui um compartimento para coleta das tiras utilizadas, reduzindo a necessidade de intervenções durante o processamento.
Assim como o EB URIPLUS 120, o EB URIPLUS 500 realiza a leitura de até 11 parâmetros e conta com recursos como leitor de código de barras, possibilidade de interfacemento e identificação de resultados alterados.
Da leitura visual à leitura automatizada, a Linha Uroanálise Ebram reúne opções para diferentes necessidades de processamento. A URISTRIP 10 Visual permite a leitura visual, enquanto a URI PLUS 11 é utilizada na leitura automatizada pelos analisadores EB URIPLUS 120 e EB URIPLUS 500. Conheça as características de cada produto e identifique a opção mais adequada às necessidades da sua rotina.
Conheça mais sobre a Linha de Uroanálise Ebram em https://materiais.ebram.com/uroanalise
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