A medição de PCT, é utilizada em laboratórios clínicos principalmente para o diagnóstico e acompanhamento de infecção bacteriana e sepse, bem como para a tomada de decisões terapêuticas sobre o início e a duração da antibioticoterapia.

 

Diferencial e importância da Procalcitonina (PCT) no diagnóstico

 

Em 28 de maio de 2020 o exame de procalcitonina foi incluído pela ANS no rol de cobertura obrigatória dos planos de saúde, para as investigações clínico-laboratoriais em pacientes graves de Covid-19, auxiliando na distinção entre situações de maior gravidade e quadros mais brandos da doença.

A concentração da PCT aumenta após 2-6 horas, esta resposta rápida é altamente específica para infecções bacterianas e fez do PCT um dos biomarcadores mais pertinentes usados na detecção de infecção bacteriana ou sepse.1

A PCT é usada para diferenciar infecções virais e bacterianas, com isso, auxilia na decisão da conduta médica sobre a real necessidade de prescrição de antibióticos.2

 

A prescrição de antibióticos não apenas impõe uma carga sobre os recursos de saúde, mas, ainda mais importante, contribui para o problema mundial de resistência aos antimicrobianos3, a inclusão da PCT como um novo marcador de diagnóstico em uma estratégia terapêutica reduz as taxas de prescrição de antibióticos em mais de 40%.4

Diretrizes Americanas, Alemãs, Européias e a Agência de Pesquisa e Qualidade em Saúde (AHRQ) do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA são unânimes em recomendar o uso da Procalcitonina como uma ferramenta diagnóstica para guiar a terapia antibiótica e diminuir o tempo de hospitalização5,6,7,8,9

Estudo clínicos comprovam que a PCT quando comparada com outros marcadores ( PCR, IL6, Lactato) para diagnósticos de sepse, é mais confiável. Concentrações de PCT> 1 ng/mL apresentaram  sensibilidade de 89% e especificidade de 94% para o diagnóstico de sepse.10,11

 

Sabendo da importância do uso da Procalcitonina em internações hospitalares, um teste rápido, precoce e confiável para detecção de bacteremia e sepse é necessário, e por isso a Ebram está lançando com exclusividade um kit para dosagem de procalcitonina em analisadores bioquímicos, eliminando assim a necessidade de instrumentação dedicada e de alto custo. O kit de PCT possui metodologia imunoturbidimétrica avançada de látex e utiliza múltiplos anticorpos monoclonais para aumentar a sensibilidade e especificidade do teste.

 

BENEFÍCIOS DO TESTE

 

• Realizado em qualquer analisador bioquímico através do método de imunoturbidimetria avançada por
   partículas de látex

• Teste automatizado

• Tempo de ensaio <10 min

• Não são necessários pré-tratamentos de amostra ou etapas de pré-diluição

• Baixo volume de amostra

• Ótima correlação com o método de referência VIDAS® B • R • A • H • M • S PCT ™.

• Reagentes líquidos e estáveis, não requer preparação, economizando tempo e reduzindo o manuseio da amostra.

• Calibradores e controles liofilizados, adquiridos separadamente reduzindo custo do teste.

 

 

 

Referências

 

1. Assicot M, Gendrel D, Garsin H, et al., High serum procalcitonin concentrations in patients with sepsis and infection. Lancet., 1993; 341:515–518.

2. Philipp Schuetz, Mirjam Christ-Crain, Beat Müller Procalcitonin and Other Biomarkers for the Assessment of Disease Severity and Guidance of Treatment in Bacterial Infections. ADVANCES IN SEPSIS., 2008; Vol 6 No 3 page 82-89

3. John JF, Fishman NO., Programmatic role of the infectious diseases physician in controlling antimicrobial costs in the hospital. Clin Infect Dis., 1997; 24:471- 85

4. O. Burkhardt, S. Ewig, U. Haagen, S. Giersdorf, O. Hartmann, K. Wegscheider, E. Hummers-Pradier and T. Welte., Procalcitonin guidance and reduction of antibiotic use in acute respiratory tract infection. Eur Respir J., 2010; 36:601–607

5. O’Grady NP, Barie PS, Bartlett JG, Bleck T, Carroll K, Kalil AC et al., Guidelines for evaluation of new fever in critically ill adult patients: 2008 update from the American College of Critical Care Medicine and the Infectious Diseases Society of America Crit Care Med., 2008; 36(4):1330-49.

6. Dellinger P., 41st Critical Care Congress (SCCM), Houston, Tx; 2012

7. Höffken G et al., Epidemiologie, Diagnostik, antimikrobielle Therapie und Management von erwachsenen Patienten mit ambulant erworbenen unteren Atemwegsinfektionen sowie ambulanterworbener. Pneumologie., 2009; 63: e1-e68

8. Woodhead M et al., Guidelines for the management of adult lower respiratory tract infections. Clin Microbiol Infect., 2011; 17 (Suppl. 6): E1-E59

9. Soni NJ, Samson DJ, Galaydick JL, Vats V, Pitrak DL, Aronson N., Procalcitonin-Guided Antibiotic Therapy. Rockville (MD): Agency for Healthcare Research and Quality (US)., 2012; Oct. Report No.: 12(13)-EHC124-EF

10. Müller B, Becker KL, Schächinger H et al., Calcitonin precursors are reliable markers of sepsis in a medical intensive care unit. Crit Care Med., 2000; 28:977–83.

11.  Hyuck Lee., Procalcitonin as a biomarker of infectious diseases. Korean J Intern Med., 2013; 28:285-291

12. Dipalo, Mariella, Lorena Guido, Gianmatteo Micca, Salvatore Pittalis, Massimo Locatelli, Andrea Motta, Vincenza Bianchi, Tiziana Callegari, Rosalia Aloe, Giorgio Da Rin, and Giuseppe Lippi. “Multicenter Comparison of Automated Procalcitonin Immunoassays.” Practical Laboratory Medicine 2 (2015): 22-28. Web.

 

 

 

 

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